Por Bruno Santos

Foi minha quinta participação na Copa Trifon Ivanov e até o início da última Trifon eu tinha feito 12 gols, perdido apenas 3 partidas no tempo normal e sempre me classificado, pelo menos para as quartas de final.
Tudo isso ficou pra trás (por isso que não dá pra jogar com história né?) e fiz a minha participação mais vergonhosa no torneio.

Mas se engana quem acha que isso me deixou triste. Sim, alguns vão dizer que é tática de perdedor, mas posso afirmar com quase 100% de certeza que foi a vez que mais consegui me divertir dentro de campo. O sorteio já mostrava um bom elenco: Eu tive a companhia do capitão Bandeira (já tínhamos jogado juntos antes), Orlando (goleiraço), Silvio, Duds, Cazoni e o grande Joes. E mais que isso o sorteio me reservou uma das melhores surpresas: fiquei no mesmo time que o irmão Arthur Chrispin. Era a vitória da zoeira, parceria e melanina carioca.
Dentro de campo nada deu certo. Nosso melhor resultado foi um empate, fomos eliminados nas quartas da Série B (o famigerado Torneio Fluminense) e eu ainda ganhei uma bela torção de tornozelo que me atormenta até hoje. Mas apesar dos tropeços (alguns literais) dava pra ver um sorriso no rosto da galera depois de todos os jogos.

E teve grito de guerra. E teve haka (que pelo jeito não surtiu o efeito desejado, já que ninguém ficou com medo da gente). E tiveram golaços do Bandeira (o único que ainda acertou alguma coisa). E teve dancinea dentro e fora de campo.

Aliás, fora de campo é o que de melhor acontece, sempre. Muita gente querida pra rever e trocar ideia, nem que seja rapidinho. Gente que você conversa e só depois se dá conta “Ih, era fulano!”. Gente que você tá doido pra rever e dar aquele abraço apertado. Muito obrigado por tudo isso Trifon, sério mesmo.

E assim me despeço desse texto E da Trifon como jogador. Acho que já gastei o que tinha pra gastar e agora volto, mas só pra ver (ou pra apitar, se me deixarem fazer isso). A Trifon é gigante e vai ficar pra sempre aí com a gente, não poderia ter existido time melhor que o Satolep pra marcar minha despedida dos gramados.

Valeu mesmo galera, um honra jogar com todos vocês (do Satolep, Do Trianon Ivanov, do Inter de Limão, do Chimas Guadalajara e do Nilton Saint-Etienne) e até a próxima. Tinha mais uma pá de gente que eu queria jogar junto, mas como diria o Neymar, “não vai dar”. Mas se preparem, porque agora a corneta vai ser mais pesada, vou poder me dedicar exclusivamente a isso!

E pra finalizar encho os pulmões e mando:
NA NA NA NA, NA NA NA NA, HEY HEY HEY, SATOLEP!