Por Denis Panza

Deixei o calor da Trifon passar e o sentimento de ser campeão baixar pra poder formular esse texto, dessa forma vocês conseguirão (ou não) ler até o fim.

Eu preciso voltar um pouco no tempo, para um fatídico dia na faculdade de ciência de computação, onde vi um amigo gaúcho empolgado com a que então seria a III Copa Trifon Ivanov (eu só consegui de fato jogar na V). Ele me contou o que era e de cara fiquei maravilhado com a ideia (porra, jogar bola mal e ainda ser campeão? Que sonho!). O tempo passou e aqui estou redigindo um texto como capitão de um dos times e CARALHO QUE PUTA TIME CAMPEÃO PORRA MANO QUE DAORA (desculpa, a sensação pós-Trifon voltou).

Foram dois anos, algumas presenças no futebol mensal que a galera faz e amizades que foram criadas e são cultivadas até hoje. Fora os BroJobs, foi a amizade e companheirismo da galera que fizeram eu chegar até onde cheguei como um dos capitães do time mais legal (se controla, Panza!) da Trifa das Trifas!

Chegando ao dia do Trifon, a escalação estava feita. Paulo, Anderson, Angelo, André Tomiate, Hagel, Obede, Panza, Pedro. O time no papel estava beeem legal, mas não esperava um 4×1 de estreia. O time fluiu muito bem e deu gosto de jogar junto desses caras. Confesso que o bichinho do EMPOLGOU me picou naquele momento. Ganhamos o segundo jogo por 2×0 com certa tranquilidade e algumas discussões em campo. Eu e o Julio (que estava no outro time) estávamos na verdade é rindo daquilo tudo. Encerramos a fase de grupos com mais um 2×0 e mais uma ótima exibição do Obede.

Chega o mata-mata, onde jogaria contra a equipe do capita Jules Pinheiro e seu time que estava muito bem na zaga com o trio Domingos, Guina e Colombari. Um minuto de jogo, e eu entreguei a paçoca como faço praticamente todo sábado na zaga no futebol dos amigos. Caralho, fudeu fudeu e agora deu ruim caguei tudo. Por um breve momento lembrei da quinta edição da Copa, onde toquei uma falta para o Filó. O que torna o lance único é que ele estava fora da quadra. Mas a LDÓ é GIGANTE e conseguiu a virada com mais uma boa partida de Obede e Pedrinho. O mosquito do empolgou neste momento já era o meu amigo de balada.

A semi foi contra o time do Paranhos, o Florentina. Angelo e Anderson fizeram mais uma partida MONSTRA e junto com toda a equipe, levamos o jogo para as penalidades. Tem também aquela parte do jogo que eu não lembro muito bem porque apagou da minha memória, desculpa galera. Eu só lembro do Raatz me perguntando “cara, mas você tá bem mesmo? Sério, você apagou. Tem certeza mano?” Amigos, que penalidades. TODO MUNDO TAVA FAZENDO GOL. Essa é a hora que quem tá de fora curte, eu sei. Mas que dramático! Com a bola no travessão do Gabo Sorin, ficou incumbido do André Tomiate, o Tomiate que faz gol, levar a equipe as finais.

Precisamos falar sobre a final

Na final, eu já estava com sentimento de dever cumprido. As pernas estavam cansadas, mas a alegria que já tinha passado no dia estava compensando qualquer dor. Pode ser brisa na pancada na cabeça, não sei! Um abraço apertado no meu amigo Guilherme Dornelles antes de começar a partida.

– Daqui 20 minutos a gente volta a ser amigo hein!
– É nois mano! <3

Ai o puto mete o dedo na minha cara! Fiquei chocado. EEITA CLIMAO. Fizemos 1 a 0 com Pedrinho, e PARA TUDO PENALTI PROS CARA VISH PANEQUE VEM AI. Eu posso ter comemorado o gol do adversário? Com certeza. A festa acabou vamos pro jogo. Bola rolando, opa perai. Gol do Paneque. Po, aí já é demais! Hahahahahahahaha (Foi um belo gol).

Pausa pra eu vender o Mãe Dinah Obede que disse o dia inteiro pra mim: “Panza, capita, a final é tua! A final é tua!” Foi o que eu pensei quando fiz o gol de falta e empatei o jogo. E quando ele saiu por lesão e eu virei centroavante. E quando rolou a virada por 3×2 com um gol de cabeça. Moral da história: Contratem o Obede pra coaching, é sério!

O cansaço pegou, estávamos com um a menos e o time dos caras estavam comendo a bola. Mais uma virada. 4×3. Eis que o Hagel, o decisivo, faz um gol de costas de cabeça encobrindo o goleiro. Gente, que momento. Sério. Que final. Ainda rolou uma defesa fantástica do Paulo num dos últimos lances do jogo.

Mas vamos para os pênaltis.
Primeiro pênalti. Defesa do Danilo. Fudeu fudeu grandão.
Continuamos a sequência, e Paulo defendeu um também (tá pensando o que!)
Teve o Hagel pegando a bola do Obede na hora do pênalti e chamando a responsa.
Teve o Obede chutando com o pé ruim (se é que existe pé ruim) devido a lesão.
E teve LDÓ campeão!

Desculpem o texto longo, o texto com tudo o que vocês viram no dia. De fato é um dia que fica na minha memória e vai ser difícil de tirar. Pelo título? Não.

Por todos que fizeram do meu dia algo especial. Que vai desde o Gui Rocha falando lá na faculdade 3 anos atrás sobre a Copa e me deixando empolgado, do grupo de amigos do WhatsApp que me faz rir todo dia em algum momento e chegando até ao abraço do Eric (que me cedeu a vaga de capitão) depois do título falando que foi merecido.

É incrível como você sabe que pode contar com dois dias no ano em que pode desligar de todos os problemas e curtir um momento tão maneiro com amigos. Só tenho a agradecer por ser acolhido dessa forma e ter essas pessoas presentes na minha vida de um ano pra cá, que foi quando eu aceitei um simples convite de jogar bola no sábado de manhã.

É nois!

LDÓ Campeão