Por Breno Amaro

Essa foi a minha melhor participação na Trifon. Ok, que na 2ª edição, eu também cheguei às semifinais (Ipirankt Pauli eterno), mas dessa vez foi diferente. Eu fui o capitão.

E tive ao meu lado 7 monstros que destruíram em campo: Thiago Lima (& você) fechando o gol; Silvio e Bonilha ajudando tanto na defesa, quanto na criação de jogadas; Felipe e Lucas strondando lá na frente e André – o Tomiate que faz gol – e Weslley saindo do banco para serem decisivos nas partidas.

No primeiro jogo, fizemos 3 gols em 3 minutos contra o Anhangabahia, time que eu achava favorito no grupo. Não acreditava naquilo. E eu tinha prometido uma cerveja pra cada gol que a galera fizesse. Fudeu. Tô falido. Por sorte, nós cansamos na segunda metade, tomamos só dois gols e conseguimos sair com a vitória. Primeiros 3 pontos.

Segundo jogo, Portland Tinders que também tinham ganhado seu primeiro jogo. Partida valendo a liderança do grupo e uma possível classificação antecipada. Jogo pegado, pressão dos caras, mas a mão que mais tarde viria a ser quebrada do Magliocco (melhoras, parceiro) bateu na bola e pênalti para o Corinthians The Strondest. Cheguei pro Felipe e falei “Vai que a bola é sua, bróder”. E ele foi lá e xablau. Mais 3 pontos pra conta e a classificação pra série A garantida.

Pronto, já tava feliz. Cumpri meu objetivo como capitão de levar minha equipe pra série A. Dali pra frente era lucro, cerveja, ousadia e alegria.

Mas ainda tínhamos o Rosario Centrão e seus cracks (com trocadilho) e, logo contra o time que já tinha perdido os dois primeiros jogos e já estava fora da série A, tivemos mais dificuldade. Eles largaram na frente e pressionaram o tempo todo. Mas no banco a gente tinha André, o Tomiate artilheiro, o Tomiate que faz gol, o Tomiate que corre, chuta e decide. E ele o fez. Explodiu pela esquerda, disputou a bola, fechou o olho e chutou com todo o foda-se possível. Placar final 1×1, mais um ponto garantido e passamos como primeiro do grupo.

Eu já falei que queria só chegar na série A? E que ainda conseguimos passar como 1º do grupo? Ok, continua…

Quartas de final e entramos em campo contra o Helliópolis Verona, de Pedrinho Cuenca, Leo Rossatto e Gabigode. Jogo nervoso, times nervosos, todo mundo queria ficar a um passo da grande final. Em um momento rápido, esse que vos escreve, já cansado e exausto da maratona de jogos, quase foi dibrado por Gabigode. Quase. Como bom zagueiro, sigo a máxima “Ou passa a bola ou o atacante. Nunca os dois.”. Segurei o Gabigode, o juiz não viu e não deu falta. Aí, desandou. O Bigode começou a dar pití, chorou, gritou FORA GILMA, mas não adiantou. Foi expulso por reclamação. “Mas, Breno, eles ficaram com um a menos?” Não. A gente já tava cansado, o juiz já tava cansado, todo mundo tava cansado e eles apenas substituíram um expulso por um reserva. Mas tudo bem. Segue o jogo. Ganhamos mesmo assim e estávamos na semifinal.

Porém estávamos na semifinal contra o time que cujo qual o nome era o melhor/pior trocadilho da Trifon: Torino Tochorano, do kicker amigo Coxxa.
E se a gente já estava cansado nas quartas, imagine na semi. E com um reserva a menos, pois o Weslley tinha ido embora pra ser padrinho de casamento em Santo André (felicidades ao casal). Tentamos, lutamos, corremos, mas o físico do Torino era de se invejar (menos o do kicker amigo Coxxa). Eles correram mais, chegaram mais e marcaram mais. Um 3×0 pesado, com gostinho de ácido lático corroendo os músculos por dentro.

E eu boto toda a culpa no Thiago. E no Silvio. E no Bonilha. E no Felipe. E no Lucas. E no André. E no Weslley.
Pela derrota? Claro que não. Esquece a derrota.
A culpa é deles pelo prazer imenso que eu tive de ser capitão do time mais forte da história da Trifon.
A vocês, meus amigos, muito obrigado. E parabéns.

VEM, MONSTRO!
#NoWheyNoGain
Aqui só tem MANTO SARADO!

Time The Strondest

P.S. 1: TRIFIA (Trifon + Trivia)
Assim como na 2ª Trifon, eu, Bonilha e um Tomiate jogamos no mesmo time, o Bonsa e o Lobo foram capitães de times do nosso grupo, a gente chegou (e perdou) na semifinal e o Bonsa foi campeão com uma camisa verde. Coincidência? Acho que não.

P.S. 2: E parabéns pra Mozin e pro Joventus Rural que foram campeãs do Kátia Cilene de forma invicta e fazendo uma das finais mais sensacionais da história da KC e da Trifon.