Continuando os textões dos capitas, hoje quem veio dar o ar da graça é o Bruno Santos, contando a trajetória do Nilton-Saint Etienne, terceiro (ou quarto) colocado da V Copa Trifon Ivanov. 

===============================

“Favoritaço!”

Por Bruno Santos

Duas vezes por ano eu posto textão (normalmente no Facebook) sobre a Copa Trifon Ivanov, mas essa vai ser a primeira vez que postarei textão como capitão. Sim, fiz meu debut como capitão dessa imensa competição e agora segue o meu relato.

Que começa com o convite pra ser capitão, feito via GTalk pelo amigo Eric Franco. A única pergunta que fiz antes de aceitar foi: Vai dar pra me divertir e conversar com a galera de boa como eu sempre faço? Porque se não for rolar tô fora. Ele me garantiu que dava e estava aceito o convite.

O próximo passo era escolher o nome do time. Tarefa ingrata, porque tudo tinha que estar perfeito. E aí entrou o Arthur Chrispin. Amigo maiúsculo, que apesar de flamenguista, conseguiu com que eu fizesse uma singela homenagem a um dos maiores atletas que já passaram pelo Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas. Nascia ali o Nilton-Saint Etienne.

Depois de inscrições e sorteios chegou a hora de conhecer os futuros “comandados” e armar o esquema pra competição. Já no sorteio o povo dizia “O Nilton-Saint é FAVORITAÇO, não tem como perder”. O elenco estava armado com George no gol, Gui Lopes, Felipe Oliveira, Felipe Vite, Pedro Marum, Silvio Medeiros e Luccas Oliveira. Era realmente um bom elenco, mas sem zagueiros. O Gui ia quebrar um galho, mas apareceu o Palmeiras no meio disso tudo. Um jogo contra o Avaí em Santa Catarina no dia da Trifon. E tivemos nosso primeiro desfalque.

No lugar dele foi chamado o Wellington, que felizmente também quebrava um galho na zaga, mas falo disso mais pra frente, porque nas vésperas da contenda recebo recado do Pedro. Más notícias, mais um desfalque. O cara teve que operar A CARA e ficaria de fora. Foi chamado o Hagel pro seu lugar. O elenco continuava forte, dava pra sonhar.

Chegou o grande dia. E entre casamentos, dancinhas e churrasco, jogamos bola. Começamos contra o Werder Bresser e foi difícil. Tomamos um gol no contra ataque, mas Luccas Oliveira e seu faro de artilheiro nos ajudaram a virar a partida. Final 2×1. Começava a caminhada vitoriosa?

Na sequência foi a vez do Once Valdas, mais um jogo duro e o placar magro de 1×0, gol meu, decretou nossa segunda vitória. Os outros resultados ajudaram e chegamos na terceira rodada praticamente classificados, faltando saber se em primeiro ou segundo. Pegamos o Sancafé desfalcado de Yuri (expulso no jogo anterior) e vencemos por 3×1, dois do Luccas (um deles um golaço que sobrou talento e calma) e um meu. Primeiro colocado, 100% de aproveitamento. Dava pra sonhar.

As quartas de final nos reservou um “clássico” contra o Stokhedira City, que tinha o uniforme inspirado na peita reserva da Alemanha, que por sua vez era inspirada na camisa do Flamengo. Ou seja, um Botafogo x Flamengo na Trifon. Foi mais fácil que imaginávamos e com dois gols meus e um do Luccas, passamos o carro nos caras, 3×1 foi o resultado final.

Semifinal contra o Portland Tinders, o cansaço começa a bater (em todo mundo), mas a confiança era grande. Afinal eles já estavam desfalcados, pois um jogador resolver simplesmente ir embora. Entramos em campo como nos outros jogos, dispostos a resolver logo. O goleiro dos caras começou pegando muito e numa esticada de bola a mesma resvalou no Caíque e… gol dos caras.

Tivemos que correr atrás, mas o goleiro deles estava iluminado. No fim do jogo ainda tivemos um acidente em campo e o Vitor (do Tinders), fraturou o braço em campo. Imagens fortes e jogo paralisado para chamarmos ambulância e ver se tudo ia ficar bem. Os times esfriaram mas voltamos pro jogo com a mesma pressão. E no fim o goleiro dos caras ainda fez um milagre em três finalizações em sequência do Silvio. Fim de jogo, os favoritos (?) eliminados na semifinal.

Na sequência minha inexperiência como capitão veio à tona, quando desavisado da mudança do regulamento em relação a edição anterior, desconhecia que teríamos disputa de terceiro e quarto lugar. Nosso adversário também  estava morto (o The Strondest), mas acabei tomando a decisão de abrir mão da disputa sem consultar meus companheiros. Resultado: Galera queria jogar e ficou chateada (com razão) e ainda tirei do Luccas a chance de ser artilheiro da competição. Deixo aqui meu pedido público de desculpas.

No fim o Portland Tinders foi o campeão merecido do certame e nós caímos sim, mas caímos de pé, certos de que fizemos tudo pra vencer todas as partidas, mas como disse o Neymar, dessa vez não deu.

No fim foi mais uma grande festa e gostaria de agradecer aos jogadores do Nilton-Saint por tudo que fizeram:

George, grande goleiro, mandou bem demais debaixo das traves e nas saídas de bola, As bolas que entraram é porque não dava mesmo, principalmente a bola espírita da semifinal.

Wellington (ou Tom, como o chamamos), quebrou mais que um galho na zaga, foi praticamente uma árvore inteira. Não deixava os atacantes adversários respirarem e anulou o Obede no primeiro jogo. Fera demais!

Felipe Oliveira, outro que foi um leão lá atrás e ainda ajudou na frente. Antecipava-se com uma facilidade monstruosa e quando o atacante achava que ia dominar a bola ele já tinha roubado.

Silvio, o equilíbrio do meio de campo. Tanto na marcação quanto na armação de jogadas, além de ajudar o time a se arrumar dentro de campo.

Luccas, faro de gol tremendo. Bola pra ele na frente da balisa é quase certeza de comemoração. Artilheiro.

Vite, outro que sempre que entrou mandou bem demais. Velocidade e habilidade.

Hagel, que teve que aturar as cornetadas do Silvio mas se mostrou rápido e sucinto nas vezes que entrou em campo. O famoso “Abriu? Chuta!”.

Aliás queria pedir desculpas especiais ao Vite e ao Hagel, que acabaram nem entrando em campo na semifinal. Estávamos pilhados demais e não dei oportunidades aos dois. Mais uma vez falha de capitão iniciante.

Agora é esperar a próxima Trifon. E já estou ansioso pra que ela chegue logo.

PS: Nunca, JAMAIS, usem o termo “favoritaço!” pra qualquer time de qualquer coisa em qualquer tipo de competição. Isso dá uma zica do caralho.