Por Breno Amaro, Capitão do Chatubayer Leleskursen.

 

Quando eu fui convidado para ser capitão da IV Copa Trifon Ivanov, sabia das responsabilidades, do trabalho e da dor de cabeça. O que eu não sabia, mas, felizmente, acabei descobrindo, é como isso seria divertido.

O nome do time veio naturalmente na minha cabeça: eu queria usar Chatuba de algum jeito e o Bayer Leverkusen veio rápido. Pronto tava resolvido o Chatubayer. E nada melhor do que uns lelesks para dar o tom do passinho e, finalmente, criar o Chatubayer Leleskursen.

Com o nome decidido, foi fácil decidir pelo uniforme do Bayer Leverkusen de 2002 de Lúcio, Ballack e cia. e o escudo com os Lelesks dançando (ficou ainda mais fácil, com a consultoria do padrinho do time, Arhur Chrispin).

Chegou o dia do sorteio. Já saímos com o goleiro Seme, o paredão de 3 metros. Depois eu não lembro da ordem, mas vieram Frodo, amigo de longa data, Bruno Rodrigues, cujo o qual eu havia cornetado até a morte na III Trifon, quando ele foi juiz (ele me deu um cartão amarelo enquanto torcedor num jogo e vermelho na grande final) e mais um monte de cara que eu não conhecia, mas que, GRAZADEUS, eu tive a honra de conhecer: Bruno Silva, Denis Giordano, Pedro Marum (que não pôde ir, mas deu lugar ao grande beque, Thiago Franja) e Edmilson Oliveira.

Time apresentado, grupo de whatsapp criado, vamos combinar os esquema? Quase. Até tentamos, mas o grupo era tão galhofa que na véspera do grande evento, a pauta do grupo era “histórias de cocô em público”. E eu só consegui pensar numa coisa: essa galera é foda.

Eis que chega o dia da Trifon, a galera se encontra no Lapa Esportes, pega o uniforme e entra em campo cada um pega uma cerveja e rola o brinde dos lelesks: o/º. Não tinha como aquele time se dar mal.

Time aprende conceitos básicos antes do primeiro jogo

Time aprende conceitos básicos antes do primeiro jogo

Primeiro jogo. Rocing Sorocaba, do amigo Tavares. Juiz apita, Rocing toca a bola, Frodo sai correndo como um touro peleador e com menos de 10 segundos de campeonato, toma o primeiro amarelo. Pensei “Eita, porra!”. Depois de algum empurra-empurra, ofensas e baixarias, segue o jogo. Tomamos o gol num vacilo e não conseguimos converter nossas chances lá na frente. Tudo bem. As cenas lamentáveis do jogo seguiram para fora de campo (o quevnão deve acontecer, amiguinhos), mas que gerou uma ofensa que eu achei particularmente divertida “tinha que ser fã do Valdívia mesmo”.

Segundo jogo. Barcelândia, do amigo Lobo. O time que eu considerava o mais difícil do grupo. Pulando pro resultado, tomamos de 3 x 1. Mas, por incrível que pareça, foi nosso melhor jogo. O time estava organizado, sabia sair tocando e chegou com perigo várias vezes. Mas o time dos caras era bem bom e se a gente não tivesse melhorado muito, podia ter levado de 7 x 0 como c e r t o s t i m e s.

Último jogo. Kashimaçari, do amigo Paranhos. Mesmo depois de perder os dois primeiros jogos, a gente ainda tinha chance de classificação pras quartas da série A, dependendo de uma combinação de resultados. Só faltou a galera combinar direito. Tomamos um gol numa falha pessoal (Talvez tenha sido minha. Não nego, nem confirmo.) e tivemos um jogador expulso numa besteira. Mas tudo bem. Perdemos de 1 x 0 e fomos rumo à série B.

Primeiro jogo da séria B. Perdizenit, do Spiacci. Na preleção, eu falei pros leleks: “Galera, só perdemo até agora. Então o que eu peço a vocês aqui, agora, nesse jogo, é: divirtam-se. Foda-se”. E funcionou. Jogando sem responsabilidade, sem pressão e com algumas cervejas na mente, o time jogou pra frente, mostrou muita vontade e ganhamos de 2×1 com dois belos gols do Bruninho. TAQUEOPARIU, PRIMEIRA VITÓRIA!

Morreu, mas passa bem :D

Morreu, mas passa bem 😀

Segundo jogo da série B. Pariver Plate, do ~artilheiro~ Paneque. Desse momento em diante, a gente tava feliz com o que acontecesse, mas o estava fazendo nossas pregas trincarem era o atacante dos cara: Paneque. Não porque ele é uma máquina de fazer gols, mas exatamente pelo contrário. A gente não queria entrar para a história da Trifon como o primeiro time a tomar gol do Paneque. Jogo puxado, jogo corrido e, sendo sincero, nem lembro quanto foi o jogo. Só sei que a gente perdeu, mas graças a Nosso Senhor Ivanov, não tomamos o primeiro gol d’ELE.

Depois disso, já estávamos eliminados, podíamos nos dedicar às nossas outras paixões que eram tomar cerveja, comer churrasco e cornetar os nobres amigos que ainda disputavam alguma coisa.

Agradeço a todos meus colegas de Chatubayer pela ótima primeira experiência de ser capitão. Não sei e nem quero saber como seria ser capitão pela primeira vez com outro time. Vocês foram fodas.

E faço uma menção mais do que honrosa à grande final dessa edição. Dois times tática e tecnicamente perfeitos. Jogadores e amigos dos dois lados. E numa conversa com o Vinicius Azambuja, a gente falou “Imagina se o Fabinho faz o gol do título e dedica pro Vô Ary?”. Não deu outra. Decisão por pênaltis, gol daqui, gol de lá. Fabinho olhou pra cima, apontou o dedo pra ele, correu pra bola, chutou e Aracajuve campeã da 4ª Copa Trifon Ivanov.

O melhor final pra melhor final.