ALÔ BRASIL 

O texto de hoje é um pouco diferente. Não é um capitão contando a trajetória do seu time. Não é um jogador vangloriando as jogadas que nasceram de seus pés. 

O texto de hoje fala da essência da Trifon: Pessoas. E como essa união de pessoas duas vezes por ano faz tanta diferença nas nossas vidas. Quem escreveu foi a amiga Tamiris Cunha, a @soltaoesculacho, a Coxão Duro #14. Tamiris, nem sabemos como agradecer por você ter compartilhado esse texto conosco <3.

Queremos aproveitar esse texto também para agradecer todos vocês por fazerem disso um negócio tão especial para tanta gente. A Trifon só existe por causa de vocês. 

Valeu!

==============================================================

Viva

Por Tamiris Cunha

Eram 06h00 da manhã e coloquei a primeira roupa que vi porque sabia que para onde eu estava indo não importava muito o jeito que eu me vestia, mas sim o jeito que eu me sentia.

Encontrei amigos queridos e esse foi o primeiro agradecimento do dia, o segundo foi ter tirado aquela saia e ter colocado o meu shortinho de jogar futebol (™). Quando cai em mim eu estava lá onde tanto almejei estar. Tudo bem que tinha pessoas desconhecidas, ou pessoas que eu só conhecia de rosto, mas eu sentia que parte daquele lugarzinho também era meu.

A música, o churrasco, o sol de rachar, a cerveja, o futebol e os amigos… O que mais alguém poderia querer? Ah é, um time perfeito. Não fiquei em primeiro lugar, muito ao contrário. Mas acho que isso não importa muito já que tive a sorte de conhecer mulheres absurdamente incríveis e amáveis.

Hoje eu acordei sabendo que cada dorzinha pelo corpo valeu a pena. Que meu joelho não está estourado em vão, que os hematomas coloridos são lembranças de ótimas divididas, que minha barriguinha está inchada de tanto ter me acabado de comer churrasco, que quase não sinto meus pés direito porque foi ótimo lançar #aquele passinho com os amigos e que está quase impossível de levantar da cama porque esse cansaço todo é resultado de um ótimo dia.

Enfim, chorei, cantei, dancei, sorri, me machuquei, corri, joguei, me desculpei, deixei de desculpar, comi, bebi, conheci gente nova, me perguntei “meu deus quero beijar aquele rapaz, posso”, zoei e o mais importante, eu vivi. Nessa caminhada é meio difícil ter dias tão bons assim, mas com toda a certeza vou tentar levar essa alegria comigo. E lembrar nas horas de bad que são nas pessoas e nas pequenas coisas onde posso achar a minha paz.